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Terra não é maior porque anéis ao redor do Sol impediram, diz brasileiro

Publicada em 01/02/2022 às 09:17h

por Tilt Uol


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Sol pode ter tido anéis, sugere cientista brasileiro  (Foto: Pinterest)

Nos primeiros dias de 2022, um estudo que oferece novas explicações para a formação do Sistema Solar ganhou destaque na imprensa científica. A pesquisa defende que anéis formados ao redor do Sol — como se ele tivesse um dia se parecido com Saturno— teriam ajudado a moldar a estrutura do nosso sistema planetário. Os resultados foram publicados na parte de astronomia da revista Nature. O autor responsável é um brasileiro, originário do interior de São Paulo: o astrofísico André Izidoro, de 37 anos, que hoje atua na Universidade Rice, em Houston, no estado norte-americano do Texas.

Em entrevista dada a Tilt, por chamada de vídeo, o cientista conta animado sobre o seu fascínio pelo mistério da formação de planetas e suas observações sobre como as partículas que dão origem a eles se acumulam, "passando de objetos milimétricos a objetos quilométricos". "A formação planetária salta de uma coisa que cabe na sua mão para uma coisa do tamanho de uma cidade, tipo São Paulo", destaca Izidoro.

Hoje, a humanidade já conhece mais de 4.000 planetas fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas. Com base nas características que possuem, podemos refletir e especular mais sobre como o nosso próprio sistema planetário teve suas origens.

Esses avanços foram conquistados com a ajuda das observações feitas no telescópio ALMA, instalado no deserto do Atacama, no Chile. Inaugurado em 2011, ele foi construído com o propósito de aprofundar o que se sabe sobre nascimento de estrelas e formação planetária. Pelo que os cientistas já sabem, quando uma estrela nasce, um disco de matéria se forma em torno dela. Nesse disco, há partículas que se movem na direção da estrela devido à atração gravitacional dela. No processo, elas vão se perdendo, e é preciso que exista alguma coisa que as façam parar.

O que pode causar esse efeito? O estudo conduzido por Izidoro é um passo a mais na direção dessa resposta. A astronomia já suspeitava de que regiões de alta pressão em pontos particulares do disco da estrela faziam com que materiais se acumulassem e, aos poucos, dessem origem aos planetas. Izidoro chama essas regiões de "pressure bumps" (em tradução livre, algo como "solavancos de pressão"), e explica que elas funcionam como verdadeiros "quebra-molas", em referência aos obstáculos que fazem com que os carros passem mais devagar na pista.

Assim, existem "lombadas espaciais" que impedem que o material que forma os planetas passe rápido demais em direção à estrela e se perca. Ao contrário, ele então para e se acumula nesses locais. Com o advento do ALMA, confirmou-se que essas regiões de alta pressão existem e são comuns. Logo, podemos imaginar que o Sol também as tivesse na sua origem. "Por que esses 'pressure bumps' são importantes? Eles resolvem qual problema? Eles evitam que as partículas sejam rapidamente perdidas na estrela, ou evaporem quando cheguem perto dela, e provocam acúmulo de material", explica o cientista.

Quando o estudo foi publicado e repercutido na imprensa, a grande atração foram os tais anéis solares, que seriam justamente as regiões de alta pressão onde material se acumulou e, a partir daí, começaram a se formar os planetas.

"Onde esperamos que 'pressure bumps' aconteçam? Devem ocorrer em regiões onde você tenha evaporação de algum elemento, alguma molécula que exista em grande abundância", explica o astrofísico. O primeiro anel, portanto, seria feito de silicato — "basicamente terra, um vidro, uma poeira", nas palavras do cientista brasileiro — transformado em gás pela proximidade do Sol. O segundo anel seria "a linha do gelo". Izidoro afirma que a água em estado sólido, ao se aproximar do Sol, cruza a região de alta pressão e, assim, evapora. Por fim, o terceiro e mais distante anel seria a "linha do monóxido de carbono", na qual ele se torna um gás. Portanto, nessas três regiões, haviam quebra-molas que propiciaram as condições para a formação do nosso Sistema Solar.

 




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